O ex-marido da técnica de enfermagem Viviane Costa de Castro foi preso nesta terça-feira (27) em Manaus, após permanecer foragido da Justiça por vários meses. Alesson Pessoa Mota havia sido condenado pelo Tribunal do Júri como mandante do crime ocorrido em 2013, mas ainda não havia iniciado o cumprimento da pena.

A prisão foi realizada por policiais militares no bairro Tarumã, zona Oeste da capital amazonense. No momento da abordagem, Alesson estava em uma oficina mecânica e alegou possuir um habeas corpus, informação que não foi confirmada após consulta aos sistemas judiciais. Diante da existência de mandado de prisão em aberto, ele foi detido sem resistência e encaminhado às autoridades competentes.

O crime

Viviane Costa de Castro foi assassinada em 23 de maio de 2013, na avenida Timbiras, bairro Cidade Nova, zona Norte de Manaus. A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos. As investigações apontaram que o ataque foi executado por um homem em uma motocicleta.

Antes do homicídio, Viviane já havia sobrevivido a uma tentativa de assassinato em 2012, em circunstâncias semelhantes. À época, ela foi baleada, socorrida e conseguiu sobreviver. O caso voltou a ser investigado após o segundo ataque, que resultou em sua morte.

Julgamento e condenação

Após anos de tramitação judicial, o Tribunal do Júri condenou Alesson Pessoa Mota a 37 anos, três meses e 15 dias de prisão em regime fechado, reconhecendo sua participação como mandante do crime. O executor dos disparos, Francisco de Almeida, também foi condenado, com pena superior a 33 anos de reclusão.

Francisco foi preso anteriormente, em 2025. Já Alesson permaneceu foragido mesmo após a expedição do mandado de prisão, até ser localizado nesta semana.

Situação atual

Com a prisão, Alesson deverá ser encaminhado ao sistema prisional para o cumprimento da pena imposta pela Justiça. Até o momento, não há informação oficial sobre novos recursos apresentados pela defesa após a condenação.

O caso, que levou mais de uma década até a responsabilização penal dos envolvidos, voltou a ganhar repercussão com a prisão do condenado e reacende o debate sobre a demora na conclusão de processos criminais no país.

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