Uma paciente denunciou nesta semana filas longas, demora no atendimento e falhas em equipamentos na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade pública de referência no tratamento de câncer em Manaus.

O relato foi feito em vídeo e divulgado nas redes sociais. Nas imagens, a mulher afirma que pacientes chegam de madrugada à unidade e passam horas aguardando atendimento, sem garantia de que exames e procedimentos serão realizados no mesmo dia.

Segundo a paciente, pessoas em tratamento oncológico enfrentam longos períodos de espera e há casos em que exames e sessões são adiados devido a equipamentos fora de funcionamento. Ela afirma que alguns pacientes retornam para casa sem atendimento por falta de estrutura adequada.

As imagens divulgadas mostram corredores cheios e pacientes aguardando atendimento, alguns sentados no chão ou em pé. De acordo com os relatos, as filas começam ainda durante a madrugada, e a distribuição de senhas ocorre de forma lenta, o que contribui para a superlotação.

Pacientes e acompanhantes afirmam que a quantidade de atendimentos diários não atende à demanda. A FCecon recebe pacientes de várias regiões do Amazonas, o que aumenta a pressão sobre a unidade, principalmente nos setores de exames e consultas.

Além da demora, pacientes relatam falhas recorrentes em equipamentos utilizados em exames e tratamentos. Segundo os denunciantes, problemas técnicos e falta de manutenção estariam impactando diretamente o andamento dos procedimentos, o que causa preocupação entre pacientes e familiares.


As denúncias repercutiram nas redes sociais e foram compartilhadas por páginas locais e parlamentares, que cobraram providências da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM).

Procuradas, a direção da FCecon e a Secretaria de Estado de Saúde informaram que não haviam se manifestado sobre o caso específico até a última atualização desta reportagem.

A FCecon é a principal unidade de oncologia do Amazonas e atende pacientes de todo o estado. Nos últimos meses, a instituição tem sido alvo de reclamações relacionadas à demora no atendimento e à superlotação.

Esta reportagem está em atualização.

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