O Instituto Médico Legal (IML) concluiu que a criança de 3 anos encontrada morta em Manaus não foi esfaqueada, como chegou a ser divulgado inicialmente. De acordo com o laudo pericial, a causa da morte foi asfixia mecânica, provocada por compressão no pescoço, caracterizando esganadura.

A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Amazonas durante coletiva de imprensa, na qual peritos detalharam os resultados dos exames necroscópicos. Segundo os técnicos, não foram encontradas perfurações por arma branca nem ferimentos compatíveis com golpes de faca, descartando essa hipótese levantada nas primeiras horas da investigação.

Os peritos também explicaram que a presença de sangue na cena do crime não indica, necessariamente, ferimentos por faca. O material foi coletado para exames laboratoriais e ainda passa por análise para determinar sua origem e possível relação com a dinâmica do crime.

O principal suspeito de cometer o homicídio é o pai da criança, que passou a ser procurado pelas autoridades logo após o caso vir à tona. Conforme informações da polícia, ele teria abandonado uma motocicleta em uma área da cidade e fugido a pé, o que mobilizou buscas em diferentes regiões de Manaus, incluindo apoio de equipes terrestres e aéreas.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) conduz a investigação e trabalha para reconstruir as circunstâncias do crime, incluindo a coleta de depoimentos de familiares, vizinhos e testemunhas, além da análise de imagens de câmeras de segurança.

O caso segue sob investigação, e a polícia informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências. As autoridades também pediram que a população repasse qualquer informação que possa ajudar na localização do suspeito.

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