A cantora Ludmilla ingressou com uma ação judicial por danos morais contra o vereador de Manaus Coronel Rosses (PL), após declarações públicas feitas pelo parlamentar sobre a apresentação da artista no festival #SouManaus Passo a Paço 2025. A informação foi divulgada em reportagem do site Radar Amazônico nesta terça-feira (10). O processo pede indenização no valor de R$ 70 mil e tramita na Justiça da Comarca de Manaus.
De acordo com a publicação, a defesa da cantora afirma que o vereador teria acusado a artista de “aliciar crianças” durante o show, declarações que teriam sido feitas na tribuna da Câmara Municipal, em redes sociais e também em entrevistas à imprensa local. Segundo a ação judicial, a equipe jurídica de Ludmilla sustenta que as falas extrapolam o direito de crítica política e configuram imputação indevida de conduta.
Em posicionamento citado na reportagem, o vereador Coronel Rosses afirmou que suas manifestações fazem parte do papel de fiscalização do uso de recursos públicos e que as críticas refletem preocupação com o conteúdo de eventos financiados com verba municipal. O parlamentar declarou ainda que pretende continuar atuando para, segundo ele, “proteger o patrimônio público e moral da cidade”.
Entre os pontos levantados pelo vereador estão questionamentos sobre suposta violação à Lei Municipal nº 593, de junho de 2025, que trata de restrições ao uso de recursos públicos para contratação de artistas cujas músicas incentivem violência, sexualidade ou possam gerar constrangimento. O festival #SouManaus é financiado com recursos públicos e vem sendo alvo de debates políticos sobre custos e critérios de contratação.
Ainda conforme a reportagem do Radar Amazônico, o vereador também protocolou uma ação popular contra o Município de Manaus e a Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), solicitando informações detalhadas sobre valores pagos aos artistas do festival. Segundo o parlamentar, o orçamento do evento teria aumentado de cerca de R$ 2 milhões para mais de R$ 25 milhões ao longo dos últimos quatro anos.
