Familiares de dois jovens mortos durante ações policiais em Manaus realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (22), em frente ao Fórum Ministro Henoch Reis, na Zona Sul da capital. 

O ato teve como objetivo cobrar justiça e mais transparência nas investigações dos casos.
As vítimas foram identificadas como Bruno dos Santos Girão, de 22 anos, e Carlos André de Almeida Cardoso, de 19. 

Bruno morreu durante uma abordagem da Guarda Municipal, ocorrida no dia 26 de fevereiro, no bairro Compensa, Zona Oeste. Já Carlos André foi baleado durante uma ação da Polícia Militar na madrugada do último domingo (19).

No caso mais recente, dois policiais militares tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça após o surgimento de novos elementos, incluindo vídeos que colocam em dúvida a versão inicial apresentada pelos agentes. Eles são investigados por homicídio qualificado, entre outros possíveis crimes.

Durante o protesto, familiares relataram dor e indignação diante das mortes. A mãe de Carlos André afirmou que continuará lutando para que os responsáveis sejam punidos. Já parentes de Bruno denunciam falta de informações e demora nas respostas por parte das autoridades.

A defesa da família de Bruno também aponta dificuldades no acesso a dados do caso e cobra mais transparência da Guarda Municipal. Segundo relatos, o jovem teria sido morto por engano enquanto retornava do trabalho.

As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). A expectativa das famílias é que os laudos periciais ajudem a esclarecer as circunstâncias das mortes.

Até o momento, não houve posicionamento oficial dos órgãos envolvidos sobre os questionamentos apresentados pelos familiares.

Imagem: radar amazônico 

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